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	<title>Comentários sobre: Uma resposta de outra pergunta: É a Educação Física a responsável pelo suposto fracasso olímpico?</title>
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	<description>Observatório de Políticas de Educação Física, Esporte e Lazer – CNPq / Unicamp.</description>
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		<title>Por: ERIKLIMA</title>
		<link>http://observatoriodoesporte.org.br/uma-resposta-de-outra-pergunta-e-a-educacao-fisica-a-responsavel-pelo-suposto-fracasso-olimpico/comment-page-1/#comment-1362</link>
		<dc:creator>ERIKLIMA</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 19:10:49 +0000</pubDate>
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		<description>EU QUERIA UM RESSUMO SOBRE TD ISSO</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>EU QUERIA UM RESSUMO SOBRE TD ISSO</p>
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		<title>Por: Luciano Galvão Damasceno</title>
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		<dc:creator>Luciano Galvão Damasceno</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 06:43:16 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Liao Jr.

&quot;Quando os diabos querem dar corpo aos mais nefandos crimes, celestial aparência lhes emprestam&quot;.  Shakespeare

Poderíamos começar pela pergunta: Qual é a importância do esporte para a Educação Física? Ou melhor, a que serve o esporte para uma Educação Física contra-hegemônica?
Quem defende a formação de atletas olímpicos pela Educação Física escolar, ou acredita sinceramente no esporte como ferramenta da paz, como fuga das drogas e toda essa lengalenga, ou o vê como produção e reprodução do capital com todos os seus pinduricalhos ideopolíticos e ideoculturais. Também, é possível os dois em comunhão?!  
Todos aqueles que defendem a escola como formadora de atletas, ou melhor, o componente curricular Educação Física, se fundam num modelo estadunidense de esporte. Lá tem-se o esporte como uma das correias de transmissão do imperialismo, da afirmação da potência nacional, do modo de ser &quot;americano&quot; (e esse termo é usado sem as devidas precisões). Com a idéia de &quot;superiores&quot; se camufla muitas vezes a imanência do capital no projeto de esporte. Mas, o que eles conseguiram realizar é a idéia de representação da nação acima de tudo. Veja o que ocorre com os soldados estadunidenses nas últimas guerras. É quase uma servidão cega à determinados &quot;valores&quot; desumanos, em que o pobre Cristo serve de adjetivação.Os imigrados da ilha, perceberam a potencialidade imperialista do esporte desde o início do século XX, e a desenvolveram no que lhes convém.  
Não sei se é polêmico ou impreciso afirmar, que no caso brasileiro aconteceu historicamente o contrário. Sempre fomos exportadores de matéria-prima e importadores de modos de produção e idiossincrasias. É só observarmos as nossas cidades históricas.É claro que todo esse processo possibilitou uma riqueza cultural imensa, mas uma crônica dependência. E nesse quadro o esporte foi se constituindo em clubes sociais principalmente, e ao molde europeu e estadunidense.   
As grandes personagens históricas foram sempre contigentes. Uma seleção brasileira de futebol foi utilizada como expressão de &quot;orgulho nacional&quot;, no sentido pior possível, qual seja, imediatista e à serviço de regimes ditatoriais ou autoritários com face democrática. Mas, não houveram projetos massivos de formação, e muito menos de reconhecimento histórico desses atletas, no sentido de transmissão para as gerações futuras, a não ser figuras que se automumificaram como o Pelé (responsável diga-se de passagem pela transição do feudalismo para o capitalismo na lei do passe. (Precisamos avaliar se o efeito é o mesmo.). 
O nosso esporte tradicional traz em sua história muitas personagens que as gerações posteriores desconhecem. 
Quem sabe uma das tarefas da Educação Física escolar seria mostrar o que fizeram os grandes atletas brasileiros - e o pequenos também se conseguirmos documentos! - em seu dado contexto histórico, visto que poucas conquistas brasileiras foram subsidiadas de forma satisfatória, o que dependeu de um grande esforço para serem alcançadas. Em nome do que é a dúvida. O mesmo se deu com o projeto nacional-desenvolvimentista, com a construção das grandes cidades brasileiras, ou no processo de modernização-conservadora, ou seja às custas dos trabalhadores desassistidos de direitos e &quot;excluídos&quot; da história. 
Penso eu que, e você deve concordar (?), que a Educação Física deveria mostrar o esporte brasileiro por esse prisma, o que poderia desvelar o seu caráter burguês (e não há outro) e quais interesses se vinculam a esse fenômeno. 
E nesse sentido, colocaríamos algumas questões: qual é a importância para uma nação, o êxito nos jogos olímpicos? 
Enfim, não é papel da Educação Física escolar formar atletas, mas muitos defendem o contrário. Pode ser que desconheçam a escola, ou que conheçam e queiram transformá-la. O nosso papel, enquanto educadores comprometidos com os despossuídos, e com a ciência à serviço da extinção da miséria humana, é combater essa &quot;ideologia&quot; da transformação da escola em centro de treinamento e caça-talentos, como também dar uma resposta pelo próprio esporte, o que implica não idealizarmos os seus limites.

&quot;Já não há milagres. Devemos aceitar as causas naturais das coisas&quot;. Shakespeare. 

Guarulhos, 05 de Outubro de 2008
Luciano Galvão Damasceno</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Liao Jr.</p>
<p>&#8220;Quando os diabos querem dar corpo aos mais nefandos crimes, celestial aparência lhes emprestam&#8221;.  Shakespeare</p>
<p>Poderíamos começar pela pergunta: Qual é a importância do esporte para a Educação Física? Ou melhor, a que serve o esporte para uma Educação Física contra-hegemônica?<br />
Quem defende a formação de atletas olímpicos pela Educação Física escolar, ou acredita sinceramente no esporte como ferramenta da paz, como fuga das drogas e toda essa lengalenga, ou o vê como produção e reprodução do capital com todos os seus pinduricalhos ideopolíticos e ideoculturais. Também, é possível os dois em comunhão?!<br />
Todos aqueles que defendem a escola como formadora de atletas, ou melhor, o componente curricular Educação Física, se fundam num modelo estadunidense de esporte. Lá tem-se o esporte como uma das correias de transmissão do imperialismo, da afirmação da potência nacional, do modo de ser &#8220;americano&#8221; (e esse termo é usado sem as devidas precisões). Com a idéia de &#8220;superiores&#8221; se camufla muitas vezes a imanência do capital no projeto de esporte. Mas, o que eles conseguiram realizar é a idéia de representação da nação acima de tudo. Veja o que ocorre com os soldados estadunidenses nas últimas guerras. É quase uma servidão cega à determinados &#8220;valores&#8221; desumanos, em que o pobre Cristo serve de adjetivação.Os imigrados da ilha, perceberam a potencialidade imperialista do esporte desde o início do século XX, e a desenvolveram no que lhes convém.<br />
Não sei se é polêmico ou impreciso afirmar, que no caso brasileiro aconteceu historicamente o contrário. Sempre fomos exportadores de matéria-prima e importadores de modos de produção e idiossincrasias. É só observarmos as nossas cidades históricas.É claro que todo esse processo possibilitou uma riqueza cultural imensa, mas uma crônica dependência. E nesse quadro o esporte foi se constituindo em clubes sociais principalmente, e ao molde europeu e estadunidense.<br />
As grandes personagens históricas foram sempre contigentes. Uma seleção brasileira de futebol foi utilizada como expressão de &#8220;orgulho nacional&#8221;, no sentido pior possível, qual seja, imediatista e à serviço de regimes ditatoriais ou autoritários com face democrática. Mas, não houveram projetos massivos de formação, e muito menos de reconhecimento histórico desses atletas, no sentido de transmissão para as gerações futuras, a não ser figuras que se automumificaram como o Pelé (responsável diga-se de passagem pela transição do feudalismo para o capitalismo na lei do passe. (Precisamos avaliar se o efeito é o mesmo.).<br />
O nosso esporte tradicional traz em sua história muitas personagens que as gerações posteriores desconhecem.<br />
Quem sabe uma das tarefas da Educação Física escolar seria mostrar o que fizeram os grandes atletas brasileiros &#8211; e o pequenos também se conseguirmos documentos! &#8211; em seu dado contexto histórico, visto que poucas conquistas brasileiras foram subsidiadas de forma satisfatória, o que dependeu de um grande esforço para serem alcançadas. Em nome do que é a dúvida. O mesmo se deu com o projeto nacional-desenvolvimentista, com a construção das grandes cidades brasileiras, ou no processo de modernização-conservadora, ou seja às custas dos trabalhadores desassistidos de direitos e &#8220;excluídos&#8221; da história.<br />
Penso eu que, e você deve concordar (?), que a Educação Física deveria mostrar o esporte brasileiro por esse prisma, o que poderia desvelar o seu caráter burguês (e não há outro) e quais interesses se vinculam a esse fenômeno.<br />
E nesse sentido, colocaríamos algumas questões: qual é a importância para uma nação, o êxito nos jogos olímpicos?<br />
Enfim, não é papel da Educação Física escolar formar atletas, mas muitos defendem o contrário. Pode ser que desconheçam a escola, ou que conheçam e queiram transformá-la. O nosso papel, enquanto educadores comprometidos com os despossuídos, e com a ciência à serviço da extinção da miséria humana, é combater essa &#8220;ideologia&#8221; da transformação da escola em centro de treinamento e caça-talentos, como também dar uma resposta pelo próprio esporte, o que implica não idealizarmos os seus limites.</p>
<p>&#8220;Já não há milagres. Devemos aceitar as causas naturais das coisas&#8221;. Shakespeare. </p>
<p>Guarulhos, 05 de Outubro de 2008<br />
Luciano Galvão Damasceno</p>
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		<title>Por: Caroline</title>
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		<dc:creator>Caroline</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 11:32:40 +0000</pubDate>
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		<description>Lazer</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lazer</p>
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