Todos os posts de Alexandre Machado Rosa

Sobre Alexandre Machado Rosa

É jornalista e mestrando em Educação Física (Fef/Unicamp). Atuou na Secretaria de Esporte, Lazer e Recreação do Município de São Paulo coordenando o Programa de Futebol Comunitário, o Programa Mais Esporte e o Programa Segundo Tempo, de 2001 a 2005. Em 2005 implantou o programa Escolinhas do Futuro na cidade de Osasco, Grande São Paulo. Também foi coordenador de capacitação em Esporte Escolar no Estado de São Paulo pelo CEAD (Centro de Educação à Distância da Universidade de Brasília-UNB), de 2003 a 2006. Mestrando em Educação Física da Faculdade de Educação Física da Unicamp, trabalha na área de políticas públicas de esporte e lazer e foi é diretor de Lazer da Prefeitura do Município de Diadema entre 2005 e 2007. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em políticas públicas. Cooordenou o Projeto Luz e Força no Esporte em parceria com a Eletrobrás, em 2005. Também é um dos coordenadores e idealizadores do Projeto Direitos da Criança e Esportes, desenvolvido pelo British Council, em ação bilateral do Brasill com o Reino Unido. É organizador e autor da publicação Esporte e Sociedade, ações socioculturais para a cidadania, publicada em 2004 e com textos de Roberto DaMatta, Célio Turino e Dante Silvestre Neto.

A modernidade e a trajetória das lutas políticas e ideológicas nas Olimpíadas

Charles Freddye Pierre era o nome do Barão de Coubertin, considerado o “pai da Olimpíada Moderna”. Guiado pelo ideal da educação através do esporte, conceito idealizado na Inglaterra Vitoriana pelo pedagogo Thomas Arnold, Coubertin queria propagar o uso do esporte como um instrumento de aproximação entre os povos e em benefício da paz entre as nações. A célebre frase “o importante é competir” é atribuída ao barão francês.

Em junho de 1894, apoiado pelo norte-americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e na presença de representantes de 15 países, Coubertin fundou em Sorbonne, na França, o órgão precursor do Comitê Olímpico Internacional. Até hoje, é esse organismo que controla todo o movimento olímpico internacional. Continue lendo A modernidade e a trajetória das lutas políticas e ideológicas nas Olimpíadas

No esporte, as lendas surgem discretamente

O que Cassius Clay, depois, Muhammad Ali, James Cleveland “Jesse” Owens, Mark Andrew Spitz, Lance Armstrong, Pelé, Ayrton Senna e Michael Shumacher tem em comum?
Ambos tornaram-se lendas do esporte. Simples! Continue lendo No esporte, as lendas surgem discretamente

Futebol, tráfico de atletas e conivência do Estado

Dez anos após a aprovação da Lei Pelé, Executivo e Congresso finalmente estudam medidas para coibir a evasão clandestina de jogadores. Mas, influenciadas pela lógica de mercado e pelo desejo de satisfazer os clubes, as propostas em debate podem agravar o problema, ao invés de saná-lo
Alexandre Machado Rosa

(01/06/2008)

Em março último, sob pressão de denúncias na imprensa, o Congresso Nacional voltou a debater medidas para limitar a transferência ao exterior (muitas vezes sob forma de tráfico) de atletas de futebol. O fenômeno cresce a cada dia, desde a aprovação da Lei 8615/98, a chamada “Lei Pelé”. Acompanhado de dirigentes de clubes, o ministro do Esporte, Orlando Silva, compareceu à Câmara dos Deputados e pediu que sejam acelerados os trâmites para efetivar as mudanças. A intenção é bem-vinda mas o caráter das propostas, não. Governo e Congresso querem, essencialmente, antecipar a idade a partir da qual os jovens jogadores podem vincular-se – assumindo contratos de trabalho de caráter mercantil – com os clubes brasileiros. Neste afã, atenta-se contra o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Seria perfeitamente possível enfrentar o problema de outra maneira — como fazem, aliás, outros países. Para tanto, o Estado precisaria, ao invés de reforçar relações de clientelismo com os clubes e seus “cartolas”, assumir seu papel de criador de mecanismos de proteção social.

Continue lendo Futebol, tráfico de atletas e conivência do Estado