1º de Setembro
Publicado em 1.09.2008.
Por Juliane Correia
Todos nós somos “filhos” do século passado. Dele herdamos avanços científicos & tecnológicos como jamais antes se havia produzido.
A “fé” na ciência e na educação como redentoras da humanidade alimentou muitas esperanças de um mundo melhor, mais justo e menos desigual, esperanças essas sufocadas pela realidade do colapso que espreita nosso planeta, dada nossa incapacidade política de construirmos um mundo sob a ótica do desenvolvimento sustentável.
Dos vários momentos do século XX representativos da loucura humana, certamente um dos mais aviltantes nos reporta ao dia 1º de setembro. Nesse dia, no ano de 1939, a Alemanha de Hitler invadia a Polônia, demarcando o início da 2ª Grande Guerra.
Os horrores daquele conflito bélico repercutem até os dias de hoje, infelizmente não de forma a evitar que nós não mais cometêssemos atos rotulados de lesa humanidade, os quais grassam freneticamente ao nosso redor.
Para que não esqueçamos da loucura do nazifascismo recomendo jamais esquecermos de lembrar a data de 1º de setembro como o dia em que a humanidade deu mostras da ausência de limites de sua insanidade.
Em sala de aula, junto aos meus alunos, estarei assistindo o filme Arquitetura da Destruição, retrato fiel da estética nazista explicitadora do discurso eugênico da superioridade da raça ariana. Convido-os a fazer o mesmo!
1º de Setembro: Jamais esquecer; Nada a comemorar!
Lino Castellani Filho
Observatório do Esporte
Juliane Correia
Juliane Correia é licenciada e mestranda em Educação Física pela FEF/Unicamp. 6 comentários
comentou em 8/09/2008, às 20:04
Pessoal, Lino,
Ainda bem que tambem temos noticia boa pra
comemorar o primeiro de setembro.
Dia do profissional de Educacao Fisica.
Parabens a todos os profissionais!
Laercio
01/09/2009
comentou em 8/09/2008, às 20:08
Lino,
Ao mesmo tempo em que somos, ou podemos ser, sujeitos da nossa história, isto é, podemos tomar decisões relativamente autônomas, existe o acaso incontrolável. Melhor dizendo há o acaso e precisamos saber lidar com ele. Assim como você, eu sempre lembro da invasão da Polônia pela Alemanha em 1o. de setembro apenas por uma relação de curiosidade de ‘almanaque’. Mas sei que são dois eventos sem nenhuma relação. A invasão da Polônia não tem nada a ver com o dia do profissional de EF, é mera casualidade. Faço este comentário porque você termina a sua mensagem com um “1o. de setembro, jamais esquecer, nada a comemorar”, que na minha leitura é forçosamente ambíguo, já que você sempre se colocou contra regulamentação da EF. Se fosse assim, não poderíamos promulgar leis no dia 31 de março, no dia 7 de dezembro, no dia 6 de agosto, no dia 21 de abril….
Não desrespeito a sua posição contra as regulamentações profissionais e o corporativismo (que é um exagero, concordo inteiramente), mas uma coisa nada tem a ver com a outra.
Saudações,
Guilherme
01/09/2008
comentou em 8/09/2008, às 20:10
Guilherme
Neste momento, passadas mais de dia e meio da postagem de minha mensagem, penso que trazer o 1º de setembro pra baixo dos holofotes de uma forma distinta da habitual, motivou um debate que, salvo melhor juízo, estava propenso a não acontecer… Por si só, sem entrar no mérito sobre a qualidade do debate que presenciamos, entendo ter valido a pena.
Sem dúvida, 10 anos de Conselho Profissional merecem um balanço. E não podemos impedir que muitos busquem fazê-lo sem a devida isenção, imparcialidade (por favor não confunda o que acabo de dizer com o preceito positivista de “neutralidade”!), princípios fundamentais de serem observados por estudiosos e pesquisadores do tema (sim,de um bom tema de estudo!), mas difíceis de serem exigidos quando motivados por interesses políticos, desde os mais éticos e defensáveis até os inconfessáveis.
Por sua vez,é óbvia a inexistência de relação direta entre a ação de Hitler em 1º de setembro de 1939 e a regulamentação da profissão em 1º de setembro de 1998… Agora, se o referencial para análise for o projeto de Emancipação Humana, qual dos dois acontecimentos guarda importância histórica? Será que o acontecimento de 1939 não é um dos determinantes do modelo de sociedade atual, que admite a existência de conselhos profissionais?
Afirmo, sem medo de errar, que o projeto societário que contempla a lógica da organização cartorial da sociedade não admite – em hipótese alguma – qualquer possibilidade de projeto de Emancipação Humana…
Tendo essa assertiva como pressuposto, volto a perguntar – e aí o faço com a clareza da explicitação de um problema filosófico -: O que temos para comemorar?
Se é essa questão a ser enfrentada, não é o meu aniversário ou o de uma pessoa querida, ou então a vitória do meu time de coração ou a do “Brasil” em Pequim, que me servirão de respostas…
Dessa forma reforçamos a História como o parâmetro privilegiado a nortear nossa apreensão crítica da Realidade, possibilitadora de um intervenção anunciadora de um projeto emancipatório… Descartando a compreensão da História como coisa de “curiosidade de almanaque”…
E não tenhamos receio de afirmar: Não há possibilidade de Emancipação Humana em projetos históricos fundados no preceito da Exploraçao do Homem pelo Homem… E se aceitarmos a veracidade dessa afirmação, urge insistir na pergunta:
O que temos a comemorar, mesmo?
Cordial abraço
Lino
03/09/2008
comentou em 8/09/2008, às 20:14
É bastante interessante por onde o debate começa e aonde ele esbarra. Essa movimentação, então, é sensacional.
Argumentos aqui e acolá, especialmente no que concerne a estar engajado nas discussões próprias do nosso tempo e, justamente por isso, delas dar notícia sempre que oportuno (mesmo que seja durante uma aula), lembrei do
pensador francês Roger Garaudy: “As palavras refletem a desintegração dessa cultura, a paz chama-se doravante ‘o equilíbrio do terror’, a traição dos povos chama-se ’segurança nacional’, a violência institucional chama-se ‘ordem’, a concorrência da selva chama-se ‘liberalismo’, o conjunto dessas
regressões chama-se ‘progresso’. (Apelo aos Vivos, 1981)
[]s da
Cláudia Bergo
http://degodim.blogspot.com
03/09/2008
comentou em 8/09/2008, às 20:18
Guilherme, Lino e demais amigos do CEV:
Tenho o que comemorar no dia primeiro de setembro, dia do profissional de Educação Física. Por exemplo, a dignidade de alguns colegas. A sua, Guilherme, e a sua, Lino. Sei que o Lino não precisa de defensores, mas eu,
desde 1974, testemunho a maneira digna como ele ajudou a construir uma profissão. De fato, o Lino não precisa de nenhum conselho para regulamentar sua profissão; ele é a profissão. Andando pelo Brasil o nome do Lino é
praticamente sinônimo de Educação Física, portanto, não olho para o varejo do que ele diz ou faz, mas para o atacado. Eu poderia dizer o mesmo do Laércio, do Guilherme, do Wagner, da Celi, da Silvana, de tantos e tantos
que justificam o dia do professor de EF. Confef e Crefs perdem o sentido diante deles. Mas, vamos sair um pouco do sério: tempos depois dei-me conta de que fundei o grupo de estudos Oficinas do Jogo no dia 31 de março. Agora, para ser coerente com o primeiro de setembro, temos que achar alguma coisa para invadir.
Um grande abraço.
João Batista Freire
02/09/2008
comentou em 8/09/2008, às 20:28
Bom dia a todos…
Se me permitam expressar minha opinião, com licença, meus professores LINO e JB FREIRE….
Primeiro, dia 01 de setembro, é meu aniversário, para quem não quer comemorar nada, tá aí um bom motivo para sentarmos numa mesa de um bar e “bebemorar” (pode ser água, guaraná, chop, cerveja, suco e até whisky tá valendo”).
Em segundo lugar, gostaria de dizer que sou a FAVOR de todo o processo de regulamentação da EF bem como da criação dos conselhos, porém não concordo como eles atuam atualmente. Eu que sou formado desde 2001, contribuindo desde então com o CREF, anualmente, apenas sei que o CREF existe no começo do ano, quando recebo o boleto bancário e…. pago, é claro! e depois, o que acontece? ? ? ? Só ano que vem o CREF apareçe…. ah não poderia esquecer das revistas que mandam periodicamente, que pro sinal, é o único retorno (? ? ) do que pago para o CREF…
Ao ler essas revistas, fico pensando… a preocupação mairo do CREF, até hoje, foi em ter uma BOA sede, bonita, bela, imponente, aumentar o número de funcionários, arrecadar mais dinheiro, dar algumas palestras e … fiscalizar. Só isso nada mais! E ai eu me pergunto…
Por que paguei a anuidade?
Qual o retorno que eu tenho?
Qual a assistência que eu tenho?
Afinal, por quê eu pago?
Ao memso tmepo, tenho um irmão advogado, que entre uma conversa e outra, disse que paga mais de 600,00 reais de anuidade da OAB… mas tem, além da questão de regulamentação da profissão….
- a prova para OAB todo ano…
- livraria da OAB com descontos
- famácia da OAB com descontos…
- plano de saúde com descontos…
- salas da OAB em todo fórum, com café etc etc etc…
- ônibus, da OAB, de transição entre fóruns…
- e assim vai… a lista é grande!!!!Mas bem, não vamos nos estender, pois o dia é curto, são só 24 horas! O que eu quero dizer é que, se o sistema existe hoje, é porque alguém lutou para sua criação e depois de criado, existem pessoas que pagam as anuidades…. e essas pessoas também deveriam ser olhadas com mais carinho… a ação principal deveria ser aqueles que já são “filiados” e não aqueles que ainda não são…. isso deveria ser um ação paralela paralela….
Enfim é isso. Tô cansado de “brigar” com o CREF, tentar ajudar… até no momento que mais precisei, etava desempregado, sem grana, começo de carreira, fui consultar para não pagar a anuidade e eles disseram que não tinha o que faezr ou eu pagava agora com desocnto ou teria que pagar depois, com multas…. Mas tudo bem, só espero um olhar diferente para tudo isso…
Não quero só criticar, mas como nçao tive força para mudar, quem sabe um grupo tenha a força necessária…
SALVE 1 DE SETEMBRO… pelo menos é meu aniversário!!!!!
um abraço a todos..
JG
03/09/2008